Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vida no chapeu


Andando pela rua
depositei todas as fichas mais uma vez naquele chapeu
esperando que minha vida mudasse de vez

Sem perceber o tiro saindo pela culatra
minha vida foi toda jogada lá dentro
deixando de viver o presente me entreguei mais uma vez ao sofrimento

a dor de não ajudar, esperança de que as coisas poderiam mudar
de viver a vida de forma mais controlada
por ofertas, palavras, atos, coisas futeis do dia a dia

fui fisgado pelo sentimento de que um dia eu poderia ser quem eu sempre quis
era indecisão momentânea de fazer tudo aquilo que o mundo esperava
chorando lágrimas de crocodilo, curando dores de cotuvelo
passei todo esse tempo achando que estava vivendo intesamente

Turbinas ligadas e no piloto automático, eu era mais uma aeronave em rota de colisão
Me deparei com minhas próprias verdades, meu cultivo de longos e duros anos
Elas vieram com força, como bombas explodindo no céu

Percebi por um momento, que eu voltava a tona
De uma viagem ao meu próprio submundo
foi dor passageira das feridas expostas na pele piloto avariado
remorso, pelas malditas fichas depositadas num simples chapeu.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ouvindo a vida.


O que a vida lhe disse hoje?
Disse-lhe bom dia ou cagou na sua blusa nova?
Agradeceu-lhe pela atenção ou riu sadicamente da sua cara?
Apresentou-lhe boas práticas ou lhe trouxe desconforto?

Já percebeu o que a vida lhe disse hoje?
Ou está esperando que ela lhe diga aquilo que quer escutar?
Aquilo que faz bem a você e que sirva de aprovação ao seu modo de pensar.
Ela não está aqui para lhe servir palavrinhas de consolo.
A vida não acontece para te dar cobertor em dias de frio ou refresco em dias quentes.
Ela simplesmente é o que é e não poderia ser o contrário.
Não poderia lhe dizer o oposto do que está lhe dizendo agora.

Ouça!
Não preste atenção nessas palavras... Isto é só um amontoado de letrinhas.
Preste atenção nisto que está vindo na sua cabeça agora.
Ecoando como buzina de caminhão pela madrugada.
É isto que é dito a você todos os dias, não é mesmo?
Por que não para e escuta? Por que continua chamando a vida de doida varrida, que não diz coisa com coisa?
Ela continuará repetindo isto, repetidas vezes, enquanto continuar a ignorá-la em repetidos momentos.
Pare, olhe, escute!
É ela que vem lá apitando e chamando os que sabem dela!

Seja sincero com a vida, sincero com você mesmo.
Você já tem todas as respostas para todas as perguntas. Até mesmo para aquelas que ainda não foram feitas.
É tudo uma questão de ouvido!
Deixe a boca de lado, deixe o nariz de lado, deixe outros sentidos de lado por um minuto que seja.
Ouça como é fétida a vida!
Ouça como ela está mal vestida.
Ouça o sorriso. Ouça o brilho das coisas.
Ouça como ela te diz tudo o que precisa escutar, a todo momento e você ainda continua se escondendo atrás de ideias antigas justificando seu momento atual com desculpinhas que não preenchem nem 1% desse vazio que tá ai dentro.

Vruuummmm!
Ouviu?! Ela lhe disse mais uma vez.
Não ouviu?
Fique atento, já já ela lhe dirá a mesma coisa com outras palavras.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Promoção Imperdível!


Vendo ingressos para a elevação espiritual!!
Preço de banana!

Corra, pois é por tempo limitado! Não é sorteio!
Com apenas 2 passos você efetua a compra dentro de si mesmo:

- Basta depositar suas fichas no outro e achar que ele é quem vai te tirar dessa vida que você leva hoje;
- Em seguida, basta continuar procurando formas de justificar seus sentimentos com desculpinhas esfarrapadas com as mesmas que já usa atualmente.

Pronto! É muito fácil comprar...
E tem mais!!
Pode pagar a vista, ou dividir em quantas vezes quiser!
As taxas de juros são baixíssimas... As melhores do mercado universal.

Não perca mais tempo!
Vem pra mer-da você também! Vem!


* Aceitamos apenas sua encarnação como forma de pagamento. Não insista.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Com-puta-dor-de-cabeça!



com-puta-dor-de-cabeça me iludo com a vida que tento levar,
o computador de cabeça me entrega as imagens pra eu me apegar,
com-puta-dor-de-cabeça eu vivo num mundo alheio ao meu ser,
o computador de cabeça projeta o futuro no qual vou viver,

com-puta-dor-de-cabeça segundo a segundo me ponho a sentir,
aquilo que vida me traz, me mostra, me esfola pra eu acordar,
o computador de cabeça sugere uma tela pra eu me entreter,
percebo que quando me perco estou no passado surfando no mar.

com-puta-dor-de-cabeça eu perco a estribeira e não sei quem eu sou,
o computador de cabeça me traz de volta com prazer e dor,
com-puta-dor-de-cabeça nao sei se eu quero, se tenho e se vou,
o computador de cabeça me serve verdades sobre o que é o amor,

com-puta-dor-de-cabeça percebo que a vida é que vive ela mesma,
enquanto eu só observo e pego a pipoca, troca-se o canal
mais um episódio termina, a dor de cabeça nunca foi real.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cataventos


A existência do tempo é apenas uma ideia criada pela mente humana para justificar as alterações percebidas nas coisas,
as quais também são criações da própria mente para justificar a necessidade que se tem da existência do tempo!

Assim, o ser humano se fecha em seu próprio casulo de espaço e tempo.
Vive o ciclo de preenchimento de necessidades, que o leva a criar mais vazio dentro de si.

Muda-se o tempo todo, muda-se todo no tempo.
Prende-se àquilo que consegue explicar e explica o que é inexplicável.

Enraiza conceitos dentro de si e busca a liberdade expandindo a jaula que o prende.
Luta pela liberdade, condenando o próximo com julgamentos baseados em valores puramente humanos não condizentes com a realidade real.
Pensamentos restritos a ideias relativas que, para o próprio ser humano, mudam num piscar de olhos.

O ser humano se boicota!
Cria artifícios para tentar ludibriar a própria vida, sem perceber que ela nunca foi e nunca será algo que ele imagina.
Ela é o que é independente de sua inutil vontade de mudar o mundo ou a si mesmo.

Indiscutivelmente: Viver a vida humanamente é como correr atrás do vento!

segunda-feira, 1 de março de 2010

A verdade é uma opção...


Enquanto fazemos só o que gostamos por opção,

A vida nos põe a fazer aquilo que não gostamos por necessidade;

Só quando fazemos aquilo que não gostamos por opção,

É que NOS conhecemos de verdade.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Inimigo da vida


Vida... Essa um dia ainda me paga!
Me xingou mais uma vez e riu da minha cara...
Quando a conheci, ela não era assim;
Era mais humilde no início de nossa relação.

Me decepcionei com a Vida.
Ela me traiu várias vezes com a Morte...
Não foi uma vez ou outra não!!
Perdi as contas de quantas já foram.

A vida é traiçoeira...
Engana que é uma beleza.
Aprendi a conviver com ela, até que conheci a Eternidade;
Essa sim sabe viver melhor que a Vida.

Elas não se dão bem de jeito nenhum.
É briga boa de se ver...
A Eternidade com todo o seu tamanho...
Engole a Vida de uma vez só!

Hoje tô do lado dela.
A Eternidade é minha parceira...
Dá até gosto!
É amizade pra vida toda com direito a hora extra por tempo indeterminado!

Ela disse que um dia me levará para uma viagem;
Uma viagem sem fim para lugar nenhum...
Mas disse que tenho que deixar umas coisas pra trás.
E que a principal delas sou EU mesmo. Minha identidade...

Ainda tô me acostumando com a ideia;
Viajar com a Eternidade e ME deixar pra trás.
Esquecer-ME pra trás com a Vida!
Essa danada que não sabe viver direito!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

D.E.U.S offline!



A página não pode ser exibida!

Essa é a mensagem que passou a aparecer na tela da minha vida.
Apertei F5 várias vezes e nada... Acho que fui desconectado.

Até há pouco, tinha a ideia de estar navegando, conectado ao sistema D.E.U.S.
A conexão era lenta, mas dava para fazer alguns downloads de vez em quando e carregar umas páginas não tão pesadas.
As taxas eram baixas, mas garantiam pacotes atualizados de prazer e dor!
Verifiquei todas as conexões e tudo parecia normal.
Foi quando percebi um cabo fora do lugar.
"Alguém o tirou de lá!" Foi meu primeiro pensamento, ainda preso em acusar o próximo.

Mas porquê alguém faria isso?
Eu achava que precisava disso para me sentir vivo...
Uma conexão com algo tão virtual, me deixava extasiado e com vontade de baixar mais e mais bits de informação e sentimento.

Agora, com D.E.U.S offline, me sinto o mesmo.
A ideia de vida persiste.
Será que o programa já faz parte de mim? Será que uma cópia do sistema D.E.U.S roda aqui dentro?

Passei a testar algumas rotinas e reparei que estavam bem consistentes!
Dúvidas surgiram:
Será que algum dia eu estive realmente conectado?
Ou isso fazia parte do programa que sempre esteve em mim?

Novas rotinas passaram a ser desenvolvidas...
Consequentemente, novas verdades foram criadas.
Tenho uma séria desconfiaça que D.E.U.S nunca esteve ONLINE. Foram apenas linhas de programa que interpretei durante toda minha vida.

Vida que vida?
Acho que vou me formatar para ver o que acontece! Apagar de vez os dados do passado, gráficos de projeção para o futuro e viver interpretando esse novo código passo a passo.
Rodar a máquina no extremo da capacidade para ver o que acontece...

Quem sabe um novo sistema operacional possa ser instalado com acesso a uma versão FULL do sistema D.E.U.S?
Acho que é hora de me desligar...
Quem sabe o novo sistema não nos permita compartilhar sentimentos numa camada mais profunda? Num nível menos virtual?
Não sei...Acho que só D.E.U.S sabe...
Será que D.E.U.S está realmente OFFLINE?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Deixando de comer o rei do outro para ser FELIZ!


Quem de nós nunca perdeu para o computador no xadrez?
Só quem nunca jogou, não é?!
Pois é, o computador é bom nessas coisas de cálculos, probabilidades e análise de possibilidades.
E a vida?
Ela também é muito boa nessas coisas. Só que muitas vezes não paramos para perceber, pois estamos entretidos jogando contra o próximo e não com ela.

Estamos em constante movimento, movendo nossas peças daqui pra lá, de lá pra cá sempre na tentativa de conquistar um objetivo: comer o rei do outro.
O próximo nos ameaça com o bispo, a gente se proteje com a torre, ele contra-ataca com o cavalo e a gente sacrifica um peão, nem que seja pra ficar com pelo menos um dos peões dele. E a coisa vai se desenrolando numa partida que parece nunca ter fim.

Enquanto nosso objetivo final for comer o rei do outro, levar vantagem e ter sempre a razão, novas partidas continuarão a recomeçar. Em algumas delas você terá as peças brancas e em outras as pretas. Ficará oscilando de um lado para o outro, mas sempre com o mesmo potencial de combate.

E ai vem a pergunta: Como sair dessa jogatina?

Primeiramente é importante que troquemos o nosso objetivo de jogo. Ao invés de se preocupar em comer o rei do outro, preocupe-se em ser feliz sacrificando suas melhores peças para isso.
Permita que o outro vença algumas partidas e perceba o seu comportamento vicioso em querer agredir enquanto é ameaçado.
Posicione suas peças não na defesa e nem no ataque e sim de forma que o outro possa jogar e se sentir parte do jogo.
Com isso, você passa a não mais jogar contra o outro, mas sim com a vida.
Ela te auxiliará durante o jogo e permitirá que você arme ótimas estratégias para vencer-se a si mesmo.

Sabe uma daquelas jogadas que o computador faz, em que ele sacrifica a rainha para nos dar um xeque-mate?
Em muitas das oportunidades que a vida nos oferece, deveríamos proceder de forma semelhante. Sacrificar a melhor peça que se tem, para alcançarmos o objetivo final: Ser feliz.
E qual a melhor peça que temos à nossa diposição? Nós mesmos!
Quando nos sacrificarmos em prol de promover que o outro se sinta parte do jogo permitindo que ele também possa se entender e quem sabe até trocar seus objetivos, começamos a jogar o jogo sob um novo prisma, participando assim das jogadas que a vida nos reserva.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vida humana



Certa feita, em lugar algum, Deus, na tentativa de explicar ao SER, criado simples e ignorante, sua verdadeira essência e ao perceber a incapacidade relativa de Sua criação entender o que Ele estava a dizer, fez a seguinte pergunta:

- Entendeu ou quer que desenha?!?

A partir daí, se deu a criação da vida humana!

guto

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma salva de palmas para o ego!


Encerrou-se mais uma peça no palco do universo.
De forma clássica e categóriga mais um ego findou sua apresentação!
Muitos aplaudiram de pé sua atuação magnífica! Cheia de fervor, cheia de emoção, cheia de tensão do início ao fim.
O ego sentia-se satisfeito com sua performance! Sentia-se no auge da carreira!
Causou em muitos expectadores sentimentos de medo, pavor, curiosidade, aflição, angústia, desprezo, ódio, melancolia, raiva e muita tristeza.
Em outros momentos arrancou sorrisos, gargalhadas, manifestou simpatia, atenção, sinceridade, cautela e acima de tudo amor. Ele sabia como cativar o público.
Sabia fazer com que cada um mergulhasse em seus mais profundos sentimentos.
Os corações oscilavam de um extremo a outro ao participarem daquele espetáculo. Era um artista de primeira linha...
Depois da salva de palmas, tudo ficou escuro e o silêncio imperou no ambiente. Não ouvia mais ninguém!

- Mas como se o teatro estava lotado? - O ego perguntava-se silenciosamente.

A luz se fez novamente e ouviu o barulho de vidros se estilhaçando pelo chão.
Desceu apressado até as cadeiras que se encontravam vazias e teve a sensação de dejà-vu.
E a sensação de que aquilo já havia acontecido se confirmou ao constatar que o público não passava de um amontoado de espelhos.

- Não pode ser! Era tudo real. Havia pessoas me assistindo. Acompanharam-me do início ao fim...

E mais uma vez o ego passava pelo mesmo tormento. Sentia-se enganado, sentia-se sozinho.

- Toda esta encenação para no final descobrir que todos eram apenas meras projeções do mim mesmo?!
- E quanto a todos aqueles sentimentos? Os suspiros, os cochichos, a conversa entre o público?

Ele estava mais uma vez arrasado! Não esperava apenas aplausos, mas também honras, louvores e graças por esta que classificava como sendo a melhor encenação dos últimos tempos!
Não havia mais nada, senão cacos espalhados pelo chão.
Caiu em prantos! Viu-se perdido. O desespero estava estampado em seu semblante. Dava gargalhada como se aquilo não estivesse acontecendo novamente.
Tentou fugir daquele lugar, porém não existia uma única saída.
A luz se apagou novamente. Era possível ver apenas alguns focos de luz, através de pequenas frestas na parede.
Passou anos preso no teatro escuro...
Ouviu novamente um ruído. Eram vozes! Olhou por uma gretinha e viu uma fila se formando do lado de fora.

Uma voz chamou-lhe a atenção! Ela vinha de dentro do teatro.
Assustado percebia que ela chamava-lhe pelo nome.

- Ego! Preciso de você aqui em cima. Vamos encenar mais uma vez.

Não havia reconhecido aquela voz que lhe era familiar.

- Não sei quem é você. Mas sinto que te conheço... Onde esteve todos estes anos em que fiquei preso dentro deste maldito teatro?

- Sempre estive, não estava. Portanto nunca estive, estou. Tudo o que foi feito e que logo depois se desfez e que agora se faz novamente é a manifestação de meu amor, que você traduz como palavras, pessoas, vozes, aplausos, sentimentos, espaço e tempo.
Antes de recomeçar, digo-lhe apenas uma coisa: Meu amor, equilíbrio absoluto, tem o objetivo de lhe dar a chance de sair de vez deste teatro.

Fez-se silêncio novamente. As luzes se acenderam.
Logo depois, as portas do teatro se abriram para dar início a um novo espetáculo!

guto