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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma salva de palmas para o ego!


Encerrou-se mais uma peça no palco do universo.
De forma clássica e categóriga mais um ego findou sua apresentação!
Muitos aplaudiram de pé sua atuação magnífica! Cheia de fervor, cheia de emoção, cheia de tensão do início ao fim.
O ego sentia-se satisfeito com sua performance! Sentia-se no auge da carreira!
Causou em muitos expectadores sentimentos de medo, pavor, curiosidade, aflição, angústia, desprezo, ódio, melancolia, raiva e muita tristeza.
Em outros momentos arrancou sorrisos, gargalhadas, manifestou simpatia, atenção, sinceridade, cautela e acima de tudo amor. Ele sabia como cativar o público.
Sabia fazer com que cada um mergulhasse em seus mais profundos sentimentos.
Os corações oscilavam de um extremo a outro ao participarem daquele espetáculo. Era um artista de primeira linha...
Depois da salva de palmas, tudo ficou escuro e o silêncio imperou no ambiente. Não ouvia mais ninguém!

- Mas como se o teatro estava lotado? - O ego perguntava-se silenciosamente.

A luz se fez novamente e ouviu o barulho de vidros se estilhaçando pelo chão.
Desceu apressado até as cadeiras que se encontravam vazias e teve a sensação de dejà-vu.
E a sensação de que aquilo já havia acontecido se confirmou ao constatar que o público não passava de um amontoado de espelhos.

- Não pode ser! Era tudo real. Havia pessoas me assistindo. Acompanharam-me do início ao fim...

E mais uma vez o ego passava pelo mesmo tormento. Sentia-se enganado, sentia-se sozinho.

- Toda esta encenação para no final descobrir que todos eram apenas meras projeções do mim mesmo?!
- E quanto a todos aqueles sentimentos? Os suspiros, os cochichos, a conversa entre o público?

Ele estava mais uma vez arrasado! Não esperava apenas aplausos, mas também honras, louvores e graças por esta que classificava como sendo a melhor encenação dos últimos tempos!
Não havia mais nada, senão cacos espalhados pelo chão.
Caiu em prantos! Viu-se perdido. O desespero estava estampado em seu semblante. Dava gargalhada como se aquilo não estivesse acontecendo novamente.
Tentou fugir daquele lugar, porém não existia uma única saída.
A luz se apagou novamente. Era possível ver apenas alguns focos de luz, através de pequenas frestas na parede.
Passou anos preso no teatro escuro...
Ouviu novamente um ruído. Eram vozes! Olhou por uma gretinha e viu uma fila se formando do lado de fora.

Uma voz chamou-lhe a atenção! Ela vinha de dentro do teatro.
Assustado percebia que ela chamava-lhe pelo nome.

- Ego! Preciso de você aqui em cima. Vamos encenar mais uma vez.

Não havia reconhecido aquela voz que lhe era familiar.

- Não sei quem é você. Mas sinto que te conheço... Onde esteve todos estes anos em que fiquei preso dentro deste maldito teatro?

- Sempre estive, não estava. Portanto nunca estive, estou. Tudo o que foi feito e que logo depois se desfez e que agora se faz novamente é a manifestação de meu amor, que você traduz como palavras, pessoas, vozes, aplausos, sentimentos, espaço e tempo.
Antes de recomeçar, digo-lhe apenas uma coisa: Meu amor, equilíbrio absoluto, tem o objetivo de lhe dar a chance de sair de vez deste teatro.

Fez-se silêncio novamente. As luzes se acenderam.
Logo depois, as portas do teatro se abriram para dar início a um novo espetáculo!

guto

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Prova na vida dos outros é refresco!


É meu irmão, quantas vezes você já se pegou analisando a vida do próximo separando o que é ou o que não é prova?
Quantas vezes você já disse para o outro: Por mais difícil que seja a situação que você está passando, fica firme porque isso é uma prova que Deus colocou em sua vida! É uma oportunidade de evolução!
É... Prova na vida dos outros é refresco! Refresco para o seu ego que não se aguenta de vontade em julgar as atitudes dos outros para postergar a sua verdadeira mudança interior!

Não podemos discordar de que tudo, eu disse TUDO, seja prova. Estamos aqui para sermos submetidos a testes, como uma máquina enferrujada que está em uso há muito tempo tentando manter a produção em alta performance!
Falar do outro é fácil. Mas... E você?
Já parou para analisar as suas provas? Aquelas que vão e voltam exigindo de você cada vez mais paciência, humildade, tranquilidade e acima de tudo amor universal!
Como você lida com as situações?
Aposto que está sempre batendo na mesma tecla, tendo vontades, se impondo, não dando o braço a torcer, exigindo elogios, fazendo planos, arquitetando projetos, querendo que o mundo seja uma cópia exata daquilo que está desenhado na prancheta do seu umbigo!
Já viu que as coisas sempre saem de um jeito totalmente diferente do planejado? Pois é meu irmão, conseguimos enxergar a trave nos olhos do próximo, mas não vemos o argueiro cravado nos nossos.
E rimos por dentro na satisfação de apontar para o outro que o que está se passando na vida dele é uma prova que continuará lhe cutucando até que ela seja "vencida". Dando gargalhadas dos tropeços do outro sem prestarmos a mão amiga como apoio preciso no momento correto! Perdemos tempo, separando e analisando minuciosamente os motivos pelos quais ele está na situação que está, mas não nos oferecemos para auxiliá-lo no que ele pedir que façamos.
Quem você acha que é o próximo, meu irmão? O próximo nada mais é do que o seu reflexo no espelho do universo. Espelho esse que mostra todas as suas mazelas e a sua completa incapacidade de estar em sintonia com o trabalho do pai que exige de você verdadeira mudança interna.

Aí você se pergunta: Mas provar o que? E pra quem?
Provar que você é capaz de amar universalmente! Pra Deus? Não, meu irmão... Deus é onisciente e onipresente. Ele é a presença. Ele é o saber. Você tem que provar para si mesmo que é capaz de amar e sentir-se amado a cada segundo por Deus nosso criador.
Pronto falei!
Mas eu disse logo acima! Falar do outro é fácil...

guto